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Demonstração

Como desenvolver líderes mais estratégicos na era da IA

  • por Katharine Biscaro
  • 24/08/2026
  • Gestão de Pessoas
Curadoria Kubo

Ilustração em estilo colagem com elementos de exploração, como bússola, mapa, binóculo, mochila e lanterna, acompanhada do texto “Como desenvolver líderes mais estratégicos na era da IA”.

Já se foi o tempo em que a IA (Inteligência Artificial) era vista como uma promessa distante. Hoje, ela já está presente nos processos, nas reuniões, na análise de dados, na criação de conteúdos e na tomada de decisões do dia a dia. Na maioria das empresas, os profissionais utilizam a IA para ganhar velocidade, organizar demandas, resumir dados e automatizar tarefas repetitivas. 

Mas existe uma diferença importante entre acelerar uma tarefa e liderar uma transformação. 

A inteligência artificial pode, sim, sugerir novos caminhos, mas, sozinha, não entende qual futuro a empresa pode e quer construir. Ela pode gerar respostas, apoiar decisões e comparar cenários, mas não tem a capacidade de assumir a responsabilidade pelas consequências que somente o julgamento e a sensibilidade humana podem enfrentar em momentos de mudança. 

Por isso, a dúvida primordial que permeia as empresas não é: “Como usar a IA?”. A questão é: como formar líderes capazes de usar a tecnologia com clareza, responsabilidade e visão de negócio? 

Esse desafio muda a forma como as organizações pensam o desenvolvimento de lideranças. É importante desenvolver competências humanas, fortalecer a cultura de aprendizagem e estimular a capacidade de transformar experiência em execução.

 

Liderar em um cenário transformado pela IA

 

A adoção da IA já se integrou completamente ao cotidiano e mercado de trabalho. Segundo o Work Trend Index, 75% dos trabalhadores em nível de especialista já usam IA no trabalho. Esse dado mostra que a tecnologia avançou mais rápido do que muitas estruturas e ferramentas formais de treinamento e desenvolvimento. 

Isso acaba criando um novo cenário em que muitas pessoas usam IA sem uma orientação clara sobre qualidade, segurança, ética, produtividade e impacto no negócio. 

Nesse ponto a liderança se torna ainda mais valiosa. 

Líderes e gestores não precisam competir com a IA. Eles precisam dar contexto, definir prioridades, orientar decisões e ajudar pessoas a aprenderem continuamente. 

A liderança na era da IA deve ser mais humana, mais analítica e mais intencional. 

 

1. Defina as competências necessárias da liderança

 

Antes de criar uma trilha de liderança, a empresa precisa ter total clareza sobre o tipo de líder que será necessário para os próximos anos. 

E essa resposta não pode se sustentar em conceitos genéricos, como “líder inovador” ou “líder digital”. É necessário definir a expectativa e convertê-la em comportamentos possíveis de observar. 

Um líder preparado para a era da IA precisa: 

  • tomar decisões com base em dados, considerando contexto e pessoas;
  • aprender continuamente;
  • lidar com ambiguidades;
  • orientar o time no uso responsável da tecnologia;
  • desenvolver autonomia nas pessoas;
  • reservar tempo para pensamento crítico. 

O Fórum Econômico Mundial reforça essa orientação ao dizer que habilidades como pensamento analítico, criatividade, resiliência, flexibilidade, liderança e networking seguem relevantes para o futuro do mercado de trabalho. 

Em resumo, isso significa que a capacitação de líderes precisa ir além do domínio técnico. A tecnologia muda a cada dia, mas características como equilíbrio, comunicação, confiança e visão estratégica continuam sendo decisivas na atuação de um bom gestor. 

 

2. Transforme aprendizagem em cultura

 

Muitas empresas ainda tratam desenvolvimento como uma ação pontual: um curso, um workshop, uma dinâmica em equipe, uma palestra ou uma trilha anual. 

Na era da IA, esse modelo não funciona. 

As qualificações mudam em ciclos cada vez mais curtos. Novas ferramentas surgem, processos e funções são redesenhados, o que sua equipe aprendeu há seis meses pode estar desatualizado. 

Por isso, a formação de líderes preparados para este novo ciclo exige uma cultura de aprendizagem sólida. E essa cultura só se estabiliza quando passa a fazer parte da organização como um todo, não apenas do time de Gente e Gestão. 

Neste cenário, os líderes se comprometem a compartilhar aprendizados, e os times criam documentações de boas práticas. Os especialistas deixam de ser gargalos, novas competências são mapeadas e os gaps são acompanhados com dados. 

O papel da IA, nesse contexto, é acelerar o acesso à informação para que a empresa organize o conhecimento que realmente importa, com base nos objetivos do negócio. Sem isso, a tecnologia serve, somente, para aumentar a desorganização. 

 

3. Construa confiança para o uso da IA

 

Quando as pessoas ainda não entendem como a Inteligência Artifical deve ser usada, surgem dois riscos. O primeiro é o uso sem critério e senso crítico, o segundo é a resistência de profissionais que evitam a tecnologia por medo, insegurança ou falta de clareza. 

O Edelman Trust Barometer mostra que a aceitação de novas tecnologias depende da percepção de que ela está sendo bem utilizada. Quando a inovação é percebida como mal conduzida, a tendência é o aumento da rejeição. 

A confiança da equipe se constrói com comunicação, critério e exemplo da liderança.  

Dizer que a empresa “apoia IA” é o mínimo; o apoio real se mostra quando a tecnologia se conecta à estratégia, ao desenvolvimento do time e à transparência nas decisões. 

 

4. Use o tempo para criar o que ainda não existe

 

A IA é excelente para acelerar tarefas baseadas em repetições. Ela consegue resumir, combinar referências, organizar dados, sugerir alternativas e etc. 

Porém, é responsabilidade do ser humano perceber tensões, interpretar sinais, escutar pessoas, conectar as áreas, e imaginar possibilidades que ainda não foram desenhadas. A tecnologia até pode apoiar esse processo, mas jamais vai substituir a responsabilidade e a  capacidade de criar uma direção. 

Esse é o ponto de consciência principal para empresas que desejam formar líderes: produtividade não pode ser o único objetivo da IA. 

Se a tecnologia serve apenas para liberar tempo para realizar mais demandas, a empresa ganha velocidade em detrimento da inteligência. 

Líderes precisam aprender a fazer perguntas como: 

  • Qual decisão esta análise deve apoiar?
  • Que problema estamos tentando resolver?
  • Quais variáveis a IA não está considerando?
  • Quem será impactado por essa escolha? 

Essas perguntas ajudam a evitar que sistemas inteligentes sejam usados apenas como ferramentas e os colocam a serviço de uma estratégia maior. 

 

O papel da educação corporativa na formação desses líderes

 

Formar líderes para a era da IA é responsabilidade do RH (Recursos Humanos), T&D (Treinamento e Desenvolvimento) e DHO (Desenvolvimento Humano e Organizacional), com seus gestores e alta liderança atuando juntos. 

É necessário mapear competências, organizar conteúdos, criar trilhas por perfil, acompanhar evolução e gerar dados sobre aprendizagem. Sem isso, o desenvolvimento fica desconectado e dependente da iniciativa individual de cada liderança. 

É neste momento que o Kubo se posiciona: uma plataforma LXP para empresas que tratam conhecimento como ativo estratégico, conectando aprendizagem aos objetivos do negócio e apoiando a gestão por meio de informações e experiências de aprendizagem. 

 

O futuro exige líderes preparados 

 

A inteligência artificial pode transformar a forma como trabalhamos. Mas a qualidade dessa transformação depende da qualidade dos líderes que conduzem este processo. 

Empresas que veem IA apenas como automação tendem a focar em eficiência. Empresas que enxergam IA como um pilar estratégico conseguem ir além: desenvolvem pessoas, fortalecem a cultura e tornam o conhecimento mais acessível. 

A próxima geração de líderes não será definida por quem sabe usar Inteligência Artificial, mas por quem sabe utilizá-la da melhor forma para liderar e gerenciar. 

Quer estruturar trilhas de aprendizagem para preparar líderes para a era da IA?
Conheça o Kubo LXP e veja como transformar conhecimento em desenvolvimento contínuo, mensurável e conectado ao negócio. 

AUTOR

Katharine Biscaro

Analista de Marketing - Kubo LXP

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